terça-feira, 7 de junho de 2016

Obras de reforma e ampliação do Hospital Geral de Mosqueiro estão avançadas

Enquanto rebocava uma das paredes de onde será o bloco administrativo do Hospital Geral de Mosqueiro, localizado na rua 15 de Novembro, Fabrício da Silva, 35, contava que não esperava ser chamado para compor a equipe de quase 50 trabalhadores que atuam diariamente nas obras do hospital, que atende cerca de 4.500 pessoas por mês. Ele, que mora na ilha há mais de 30 anos, sabe da necessidade da reforma pela qual a unidade hospitalar está passando. “Depois do hospital todo projetado, muita coisa vai melhorar não só para mim como usuário, mas para toda a comunidade que mora aqui, além dos turistas, é claro”, disse Fabrício.

A reforma no hospital começou há seis meses e, para que o atendimento à população de Mosqueiro não fosse interrompido, a Prefeitura de Belém optou por realizar a obra por fases. A primeira pelas áreas externas, e a segunda fase pelo bloco 1, onde fica toda a rede de urgência e emergência, consultório e laboratórios e que temporariamente vão funcionar no bloco 2 da instituição de saúde.

No bloco 1 já são realizados os últimos ajustes, como a instalação dos quadros elétricos, que antes somavam apenas cinco para todo o hospital, número agora ampliado para oito, o que garante melhor distribuição de energia. 

De acordo com Arnaldo Serruya, engenheiro eletricista responsável pela obra, houve uma ampliação de carga para a rede elétrica do hospital. “Com a ampliação física e os novos e modernos equipamentos que o hospital está recebendo, como um novo raio-x, além da melhor iluminação, mais entradas de energia e mais circuitos, existe a necessidade de se aumentar a capacidade que passou de 150 KVA para 225 KVA”, explicou o engenheiro.“A Prefeitura investiu cerca 429 mil para que toda a rede elétrica fosse substituída, garantindo assim a segurança para o usuário do HGM”, completou. 

Estrutura e Equipamentos

Os investimentos não param por aí. Toda a rede de combate a incêndio, com hidrantes, novos extintores e iluminação de emergência, além das placas indicativas de rotas de fugas foram instaladas. Pensando no que era prioridade, a estrutura e o forro de alguns setores do primeiro bloco do hospital foram aproveitados, já que a vida útil dos materiais utilizados na fabricação é longa e não precisa de troca ou manutenção a curto prazo, necessitando apenas de uma nova pintura, o que já foi feito. 

O garçom André Luis dos Santos estava acompanhando a filha, a pequena Maria Amanda, que sentia dores no ouvido. Ele aguarda ansioso pelo término da reforma porque sabe que pode contar com a equipe do hospital sempre que precisa. “Principalmente em momentos como esse, em que minha filha está doente. Sei que teremos um hospital mais confortável e com certeza mais amplo após a reforma. Agora, é só aguardar mais um pouco”, pondera.

Não só André Luis, como usuário, mas Marilene Braga Gomes, técnica de enfermagem há oito anos do HGM, também sabe da importância da reforma e já vê as mudanças no prédio. “Aqui eles trabalham de domingo a domingo e nós vemos diariamente os avanços nas obras. Sabemos da importância que uma reforma traz para um ambiente hospitalar. Melhora também a qualidade do atendimento”, ressaltou a profissional.

O hospital, que já conta com duas ambulâncias, mais uma base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) receberá o mobiliário totalmente renovado após a entrega da reforma estrutural, além de bisturi eletrônico, mesa cirúrgica, aparelhos de ventilação mecânica, monitores multiparamétricos, desfibrilador, bombas de infusão, aparelho de ultrassonografia, eletrocardiógrafo, fogão industrial, geladeira e aparelho de gasometria.

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