terça-feira, 27 de outubro de 2015

Sem CBF, Zico tem só duas indicações e está fora da eleição da Fifa

Não deu para o Galinho. Interessado em concorrer à presidência da Fifa, Zico tinha até as 21 horas (de Brasília) desta segunda-feira para apresentar os apoios de cinco federações de futebol. Apenas duas foram reunidas pelo brasileiro, que não contou com o suporte da própria CBF - a gestão de Marco Polo Del Nero havia condicionado o apoio a Zico ao aval de ao menos outras quatro federações.

As duas indicações conquistadas pelo ex-jogador foram dadas pelas federações de Angola e de São Tomé e Príncipe. Curiosamente, sua carreira nunca esteve ligada aos países apoiadores. Segundo o Galinho, a reviravolta no cenário europeu derrubou seus planos para a eleição, agendada para 26 de fevereiro de 2016. Aos 62 anos, o ídolo do Flamengo segue no comando técnico do Goa, da Índia.

"Não foi possível reunir as cinco cartas para oficializar a candidatura. Vinha conversando com várias pessoas e cerca de seis [federações] tinham me garantido apoio. Mas houve uma reviravolta na UEFA que não possibilita mudanças", lamentou Zico, em referência às suspensões do atual presidente Joseph Blatter e do ex-favorito à sucessão, Michel Platini.

O brasileiro vinha trabalhando com Ricardo Setyon, consultor sênior de relações internacionais e comunicação em sua campanha. O jornalista aproveitou para questionar o destino do apoio da CBF, que não assinou a carta de indicação ao único candidato do Brasil.

"No começo da campanha, o Zico fez questão de fazer a primeira visita à CBF", lembrou Ricardo ao canal pago ESPN Brasil, citando também a desistência da Inglaterra em apoiar Platini. "A gente não esperava que ela revisse seus conceitos e apoiasse o Zico. Mas a pergunta que faço é: já que eles não podem votar no candidato que gostariam, para quem irão esses votos, inclusive o da CBF?", questionou o assessor.

Enquanto Platini tenta se livrar dos recentes escândalos, a Uefa anunciou o nome do secretário-geral Gianni Infantino como postulante à presidência da Fifa. Deste modo, a federação internacional deve contar com outros seis candidatos para o pleito em fevereiro: o príncipe jordaniano Ali Bin Al Hussein; o ex-jogador David Nakhid, de Trinidad e Tobago; o francês Jerome Champagne; o sul-africano Tokyo Sexwade; o liberiano Musa Bility; e o presidente da AFC, Confederação Asiática de Futebol, Salman Bin Ebrahim Al Khalifa.

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