sábado, 17 de outubro de 2015

Profissionais discutem prevenção do câncer de mama no Ophir Loyola


A programação científica “O Pará único no controle do câncer de mama”, promovida nesta sexta-feira (16) pelo Hospital Ophir Loyola, alertou as mulheres sobre a prevenção e diagnóstico precoce dos principais cânceres que afetam esse público, em especial os de mama e de colo do útero, além de chamar a atenção para a importância do cuidado com a saúde. O evento reuniu especialistas na área de oncologia, profissionais de saúde, associação de mulheres e representantes de empresas públicas e privadas.
A mastologista do Ophir Loyola Franciane Rocha considera importante a discussão sobre a temática entre os profissionais de saúde. “Devemos chamar a atenção para esse problema de saúde pública, recomendar o diagnóstico precoce e reduzir os riscos dessas neoplasias. Vamos também abordar a prevenção primária, tratamento e discutir sobre isso e orientar, principalmente, o fluxo de atendimento à mulher, desde a atenção primária ao encaminhamento para um Centro de Alta Complexidade em Oncologia”, disse.
Cerca de 30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados por medidas como alimentação saudável, prática de atividade regular e manutenção do peso ideal, conforme dados contidos no relatório de Incidência do Câncer no Brasil, elaborado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca). A especialista Franciane Rocha orienta as mulheres a prestarem atenção para mudanças de contorno e de forma de mama e do mamilo, presença de secreções, inchaços axilares e nódulos.
“Tudo isso chama atenção para que a mulher vá mais precocemente ao médico. Deve-se fazer o rastreamento da doença, que muitas vezes não apresenta sintomas. A mamografia é o padrão ouro do diagnóstico precoce, pois consegue identificar as pacientes que são positivas, dentre as assintomáticas. O Ministério da Saúde indica que a primeira mamografia deve ser realizada a partir dos 50 anos”, apontou a mastologista, informando que o antecedente familiar de primeiro grau, mãe e irmã, aumenta o risco para o desenvolvimento dessa neoplasia. Nesse caso a mamografia deve ser feita mais cedo.
Qualificação – Assessor especial da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), Hélio Franco informou que a Sespa e a Rede Paraense de Controle ao Câncer pretendem fazer capacitação em todas as regiões do Estado, voltadas para o diagnóstico precoce e fatores de risco da doença. “A capacitação pretende fazer que a comunidade, principalmente os profissionais de saúde, desde o agente comunitário até um médico, gerente e diretor de uma unidade, conheçam determinados aspectos ligados ao câncer”, explicou.
O diretor de Ensino e Pesquisa do Ophir Loyola, Fabrício Tuji, lembrou que esse câncer é o segundo mais incidente no Pará, atrás somente do câncer de colo de útero. “A prevenção e a detecção precoce aumenta a sobrevida em até 80% e diminui de forma significativa o gasto da saúde pública, já que as pacientes passam um bom tempo em tratamento”, destacou. Ele também recomendou o autocuidado com a saúde, a realização dos exames preventivos e hábitos saudáveis como formas de evitar a doença.
Combate – Segundo o Inca, as taxas de mortalidade do câncer de mama continuam altas, provavelmente pelo diagnóstico em estágios avançados. Até o fim do ano são estimados 830 casos da doença no Pará, sendo 360 na capital. Os indicadores do Serviço de Mastologia do Hospital Ophir apontam 553 casos novos em 2013, 501 em 2014 e 308 de janeiro a agosto de 2015.
Segundo Patrícia Martins, da Coordenação Estadual de Oncologia, a Sespa busca reduzir a mortalidade por câncer de mama e viabilizar o acesso ao atendimento ambulatorial e hospitalar. Durante a programação ela abordou sobre o fluxo de atendimento à mulher, redefinido pelo Plano Estadual de Oncologia aprovado em agosto desse ano. “O plano prevê que a mulher tenha acesso aos exames preventivos em qualquer unidade básica de saúde e, posteriormente, possa ser encaminhada para as unidades de referência, onde são feitos exames de colposcopia, biópsia e o tratamento inicial”.
Em relação ao câncer de mama, o Plano Estadual visa garantir o acesso à mamografia, exame clínico das mamas a partir da idade preconizada (50 a 69 anos) e o encaminhado para Uremia, Casa da Saúde da Mulher e a continuidade do tratamento. A Sespa está reestruturando os serviços para garantir novos mamógrafos, que serão instalados na Uremia e no Hospital Ophir Loyola, ambos na capital, e na Santa Casa, que faz a média de 147 mamografias por mês. Outros quatro hospitais regionais – localizados em Altamira, Marabá, Santarém e Breves – também fazem o procedimento no Estado. Atualmente o Pará dispõe de 113 mamógrafos, incluindo as redes SUS e privada, sendo 64 no Sistema Único de Saúde (SUS).
A programação alusiva ao Outubro Rosa promovida pelo Ophir Loyola ocorre até o fim do mês. No dia 23, a programação será na radioterapia, das 8h30 às 11h, com palestras sobre prevenção de câncer, oficina de lenço, maquiagem, apresentação de dança, ação musical e esportiva voltada às pacientes. Também haverá ação de orientação no shopping Pátio Belém, das 10h às 16h. O Serviço de Quimioterapia fará uma ação educativa no dia 30 para pacientes e acompanhantes com palestras de orientação.

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