segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Argentina definirá presidente no 2° turno pela primeira vez

Buenos Aires - A Argentina definirá no dia 22 de novembro em um inédito segundo turno se quem governará durante os próximos quatro anos será o governista Daniel Scioli ou o conservador Mauricio Macri, depois que nenhum candidato obteve os votos suficientes para vencer no primeiro turno das eleições deste domingo no país.

O dado extraordinário destas eleições não foram as suspeitas de fraude, como alguns esperavam, mas a decisão do governo, a cargo da apuração provisória, de divulgar os primeiros resultados seis horas após fechados os colégios eleitorais e quando já tinha sido contado 67% das mesas de votação.

De madrugada, com 93,1% das mesas apuradas, Scioli, do governante Frente para a Vitória (FpV), somava 36,39% de votos, abaixo do resultado das primárias de agosto. Em seus calcanhares, Macri, postulante da frente conservador Mudemos, tinha 34.75%.

Com estes números, nenhum ia obter 45% dos votos ou pelo menos o 40% mais uma diferença de dez pontos sobre o segundo mais votado necessários para consagrar presidente na primeira votação, pelo que a Argentina realizará pela primeira vez em sua história uma segunda rodada eleitoral.

Enquanto os 32 milhões de argentinos que neste domingo foram às urnas ignoraram durante seis horas o resultado da votação, todos os candidatos se anteciparam a fazer seus discursos, dando por certo um segundo turno.

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