quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Peixe-boi do Bosque Rodrigues Alves completa 59 anos e ganha festa especial

Uma das principais atrações do Bosque Rodrigues Alves Jardim Zoobotânico da Amazônia ,  “Kajuru”, o peixe-boi-da-amazônia, que vive na área de preservação nativa no centro de Belém, completou 59 anos nesta terça-feira, 22, quando também se comemora o Dia Nacional de Defesa da Fauna. Ele é o mais antigo animal da espécie criado em cativeiro e exposto à visitação em zoológicos brasileiros.
Para comemorar a data, a Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), convidou alunos de escolas públicas e particulares para participarem do aniversário. Cerca de 230 crianças cantaram parabéns para o peixe-boi, que ganhou ainda um bolo especial feito com capim, couve, melão, melancia e couve. 
“Eu queria que ele tivesse um filhote, mas que ficasse sempre pequeno, pra colocar ele na piscina da minha casa. Ele é muito fofo. Mas acho que ele é tímido, porque todas as vezes que venho no Bosque e quero vê-lo, ele fica se escondendo”, diz o pequeno Gabriel Freitas, de seis anos.
Centro das atenções, o peixe-boi “Kajuru” recebe cuidados especiais da equipe técnica do Bosque, formada por biólogos e veterinários. “A gente tem uma preocupação enorme com a qualidade de vida do animal, que inclui até mesmo a água do recinto. Ficamos atentos a todos os comportamentos dele, incluindo as fezes, o volume de defecação, os comportamentos em cativeiro, a qualidade da água. Tudo tem que ser analisado, pois qualquer mudança no comportamento do peixe-boi, por ser bastante idoso, pode ser uma demonstração sobre seu estado clínico”, detalha a veterinária Ellen Eguchi.
O animal chegou ainda muito jovem ao Bosque. O tempo médio de vida dessa espécie é 50 anos, em cativeiro, porém “Kajuru” já ultrapassou essa faixa etária. E essa vida longa, a equipe técnica associa ao cuidado especial que ele recebe, incluindo a alimentação. “Ele come duas vezes por dia. O horário é bastante regrado por ser um animal idoso, então temos que ter atenção redobrada. A primeira alimentação é às 8 horas, quando ele come capim-gordura que é especial. Essa alimentação é coletada todas as segundas, quartas e sextas, para que possa ficar bem fresquinho. Já pela parte da tarde ele recebe a segunda alimentação, que inclui frutas, legumes, couve, melão, melancia, manga, beterraba, batata-doce, entre outros alimentos. Então é uma alimentação bastante variada que vai suprir todas as necessidades do animal”, explica o biólogo Tavison Rômulo. 
O peixe-boi-da-amazônia classifica-se atualmente, de acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente, como espécie ameaçada de extinção, na categoria vulnerável. Na natureza é um ser de hábitos solitários, característica preservada no Jardim Botânico. 
“O peixe-boi é um exemplar único e temos muito carinho por ele. Ele é o mais antigo do Brasil em cativeiro. Em média essa espécie vive até 50 anos. Então já são nove anos a mais do que a expectativa de vida dele. Pedimos que os visitantes tenham essa atenção especial e não joguem alimentos e lixo, pois isso prejudica a vida do animal”, alerta Claudio Mercês,  diretor do Departamento de Gestão de Áreas Especiais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma).
Dia da Árvore 
Cerca de 230 alunos estiveram no Bosque para também comemorar o Dia da Árvore, celebrado no dia 21 de setembro. A programação incluiu trilhas monitoradas e atividades recreativas. Durante as trilhas monitoradas o público pôde ainda participar do plantio de mudas de árvores de espécies nativas.

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