quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Defesa Civil e Sedop executam ações emergenciais em Rondon do Pará

Uma equipe da Defesa Civil e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas (Sedop) chegou ao município de Rondon do Pará, no sudeste do Estado, nesta quinta-­feira (22), para avaliar o impacto das erosões causadas pelas fortes chuvas que caem na cidade. Ao todo foram registradas nove crateras críticas, e uma delas, na Rua Bahia, foi classificada como a mais preocupante, devido à concentração de casas no local. Ações emergenciais começam a ser executadas.
O grupo, coordenado pelo capitão William Silva, da Defesa Civil, e pelo engenheiro Sérgio Paixão, coordenador de Planejamento e Fiscalização da Sedop, foi recebido na prefeitura pela equipe de engenharia do município e pelo vice-prefeito Gideon Ramos.
“O município de Rondon entrou com pedido de situação de emergência. Em seguida, decretou estado de calamidade pública e enviou os relatórios para a Defesa Civil. O prefeito, então, entrou em contato com o vice-governador do Estado, pois não temos recursos para arcar com as despesas de obras desse porte. Agora estamos com esta equipe da Sedop e Defesa Civil, que nos ajuda a avaliar melhor a situação, principalmente em relação ao risco à população”, disse o engenheiro da Prefeitura de Rondon do Pará Dirceu Barbosa.
Segundo a Defesa Civil, recursos federais podem ser requeridos para ajudar nas despesas de contenção das erosões, evitando que os estragos sejam ainda maiores. No entanto, será necessário que a equipe de governo e o município atendam às exigências do governo federal. “Vamos nos reunir para traçar as metas de contenção da erosão. Ao mesmo tempo, uma equipe vai elaborar um planejamento a fim de conseguir recursos federais e estaduais para ajudar nas obras emergenciais e permanentes”, explicou o capitão William Silva.
“Fomos ao primeiro ponto crítico apontado pela prefeitura na reunião com o vice-governador, a Rua Bahia. Realmente é pior do que imaginamos. O material está todo desplacado e o buraco cresce. A galeria de esgoto e o período de chuvas contribuem consideravelmente para o avanço das erosões. Já existe a tendência de evolução do problema, pois alguns materiais da encosta do barranco já estão soltos”, disse Sérgio Paixão, da Sedop.
Segundo o engenheiro, a Defesa Civil, num primeiro momento, ajudará a diminuir o volume de água na área com a cobertura de lonas. “Será feito um desvio dessas galerias, que estão diretamente contribuindo para a erosão neste ponto, um pouco mais à frente. Solicitamos que a prefeitura fizesse isso imediatamente, pois dessa forma conseguiremos diminuir e atenuar as condições que estão causando o problema”, explicou o engenheiro.
Para o capitão William Silva, existe a necessidade imediata de aumentar o perímetro de isolamento da área. “Como percebemos que existem casas bem próximas da erosão, pode acontecer de elas serem dragadas pelo buraco. Como ele é uma estrutura monolítica, vai arrastar as casas vizinhas até que o solo se estabilize. Por segurança, a gente deve isolar esta área e manter um monitoramento diário. Esta medida vai depender do fator chuva e do quanto este processo de erosão ainda vai evoluir”, detalhou.
A equipe da Defesa Civil continuará no município durante o fim de semana, e o resultado da reunião de avaliação das erosões em Rondon do Pará, assim como as ações emergências, serão divulgadas nesta sexta-­feira (22).

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