quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Polícia Civil apresenta oito presos acusados de mortes ligadas ao tráfico

A Polícia Civil apresenta nesta sexta-feira (12), às 11 horas, na sede da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), em Belém, oito pessoas que foram presas durante a operação "Zeca Urubu", deflagrada em Moju e Tailândia, no Pará, e em Goiânia, capital de Goiás. Presos nesta quinta-feira (11), em cumprimento a mandados de prisão e de buscas domiciliares, eles são acusadas de integrar uma associação criminosa responsável por diversos assassinatos ligados a disputas por pontos de venda de drogas e por cobranças de dívidas do tráfico. Também serão apresentadas armas, drogas, dinheiro e munições apreendidas com o bando.
Ao todo, detalha o delegado André Costa, diretor da DRCO, foram dois meses de investigações, num trabalho integrado entre a Polícia Civil, Ministério Público e Poder Judiciário da Comarca de Moju. "A união entre as instituições possibilitou o uso de ferramentas especiais de persecução investigativa como medidas cautelares de produção antecipada de provas, como interceptação telefônica, quebra de dados telefônicos e prisões cautelares", explica.
Na capital goiana, os policiais civis localizaram Nélio Silva dos Santos, conhecido como "Pica-Pau", apontado como o líder do bando criminoso. Ao receber a voz de prisão, ele reagiu a tiros e acabou baleado, morrendo em seguida no local. Apontado como responsável por mais de dez mortes somente em 2014, "Pica-Pau" atuava na região do Baixo Tocantins, onde era considerado perigoso. Entre as vítimas está uma criança de dez meses de vida, crime ocorrido no início deste ano, na comunidade da Vila de Sococo, em Moju.
Além de Nélio, são investigadas outras pessoas apontadas como responsáveis por mortes ligadas ao tráfico de drogas e outros suspeitos de envolvimento com crimes de pistolagem ligados ao tráfico. Segundo o delegado, foram apreendidas quatro armas de fogo, duas pistolas 24/7, uma delas roubada em outubro deste ano, na cidade de Bujaru, e dois revólveres calibre .38. "As armas passarão por perícia científica de comparação microbalística, para que seja realizado o cotejo (comparação) com as cápsulas e projéteis, que foram coletados e apreendidos nos locais dos homicídios", salienta André Costa.
Foram também apreendidas, com os presos, substâncias entorpecentes, pedras de óxi, “trouxas” de pedra de óxi, telefones celulares e cerca de R$ 1,3 mil da venda de drogas em quatro de seis casas que foram alvos da operação. As investigações continuam para capturar outros integrantes do bando que conseguiram escapar. A operação é uma resposta à sociedade da região do Baixo Tocantins, explica o delegado, pois coloca fim à associação criminosa que atormentava moradores da região. "Essa é apenas uma das diversas operações que a Polícia Civil vai desenvolver neste fim de ano no Pará", ressalta.

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