sábado, 8 de novembro de 2014

TEMER: PMDB É “INQUIETO”, MAS NÃO CRIARÁ PROBLEMAS

Na posição de intermediador entre os dois maiores partidos do Congresso em número de parlamentares, o vice-presidente da República, Michel Temer, tem usado do diálogo como sua principal atividade nos últimos dias. Reuniu 202 lideranças do PMDB no Palácio do Jaburu em um jantar na terça-feira 4. Antes, conversou longamente com o líder da legenda na Câmara, deputado Eduardo Cunha (RJ), que quer se candidatar à presidência da Casa.
Em entrevista à revista Época, ele define o partido como "inquieto", mas sinaliza que não criará problemas para o governo no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. A questão é que os peemedebistas reclamam por querer mais protagonismo no governo. Questionado se haverá mais ministérios no próximo governo, responde: "A questão não são cargos, mas espaço político". E quer mais espaço? "Não sei, dependerá do que conversarmos mais adiante. A presidente estará muito atenta ao tamanho do PMDB", afirma.
Sobre a polêmica questão dos cargos, ele comenta ainda: "Muitos criticam o PMDB, dizem que o partido só quer cargo". E justifica: "Mas nós somos governo, não somos aliados". Segundo ele, "há queixas, mas não são dos 72 deputados. É de um grupo. Isso não me assusta e não assusta o governo".
Em relação ao líder Eduardo Cunha, acredita que ele "está no direito dele, legítimo, de se lançar candidato" à presidência da Câmara. "Ele diz que ainda não se lançou, que está sondando. Mas tem o direito de trabalhar", comenta. Sobre a conversa que teve com o deputado na terça, conta que o parlamentar que incomoda o governo "assegurou que não será oposição, que trabalhará conosco". Temer faz um breve resumo do PMDB: "É que o partido é muito inquieto".

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