terça-feira, 25 de novembro de 2014

Ciência moderna é capaz de criar superatletas, e Neymar é um dos exemplos

Zico, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e Kaká fazem parte de uma extensa lista de jogadores talentosos transformados em superatletas pela ciência moderna. Neymar é o caso mais recente e levanta uma questão: qualquer atleta pode passar por esse processo de transformação? “O indivíduo pode ser treinado e virar um bom atleta. Se tiver a característica genética ideal, vira um superatleta”, diz Bruno Mazziotti, fisioterapeuta do Corinthians que tem no currículo trabalhos reconhecidos com Ronaldo e Pato.
No futebol brasileiro, o primeiro modelo é Zico, ainda nos anos 1970. Ele chegou aoFlamengo com um enorme potencial, mas aos 15 anos tinha apenas 1,55m e pesava 37 quilos. A ciência surgiu para adicionar força e resistência ao talento do craque. “O desafio foi fazer a intervenção no momento correto, enquanto a natureza ainda permitia. E fizeram isso”, analisa Turíbio Leite de Barros, médico fisiologista que criou o Reffis (Núcleo de Reabilitação Esportiva Fisioterápica e Fisiológica) do São Paulo.
Zico passou por correção postural e alongamento para reduzir a pressão dos músculos nos ossos e, com isso, ter o crescimento facilitado. Depois, passou por um ganho de peso controlado, para ficar forte sem perder as a habilidade. Aos 21 anos, o Galinho estava 17 centímetros maior e havia somado quase 30 quilos de massa muscular.
No começo da carreira no São Paulo, Kaká também passou por uma transformação. Foram 10 quilos de massa muscular em mais em dois anos. “O jogo dele é baseado em arrancada em linha reta, por isso precisava muito do fortalecimento”, lembra Turíbio, que acompanhou toda a mudança do meia. Mais forte, ele poderia ganhar potência e ainda se defender melhor e suportar os choques, sobretudo no mais físico futebol europeu.
Agora, neste Brasileirão, um dos jogadores que passa por um processo de transformação visível é Gabriel, do Flamengo. Com trabalho e alimentação, o meia já tem 11 quilos de massa muscular a mais em relação a 2013, quando chegou do Bahia.

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