quarta-feira, 30 de outubro de 2013

UEPA inaugura mamógrafo com orientações sobre câncer de mama

A Universidade do Estado do Pará (UEPA) inaugurou nesta quinta-feira 30 o 17º mamógrafo do Estado vinculado ao Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa fez parte da programação em homenagem ao movimento Outubro Rosa, de combate ao câncer de mama. Cerca de 100 mulheres participaram do ato de inauguração, iniciado com uma caminhada em torno do Bosque Rodrigues Alves, seguida de orientações de médicos da instituição sobre a importância de fazer o auto-exame, a mamografia e as consultas periódicas ao ginecologista.

“É com muita alegria que estou aqui com a comunidade acadêmica do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), no dia da entrega dessa pequena contribuição que a nossa instituição dá para a sociedade. Nós todos sabemos o quanto é importante o diagnóstico do câncer de mama para a vida das pacientes, e o mamógrafo vai atender toda a população que precisa, cada vez mais, de um tratamento adequado”, ressaltou o reitor da UEPA, Juarez Quaresma, que também saudou o trabalho e o envolvimento dos servidores do Centro para por o serviço em prática.

EXAMES LOGO DEPOIS DA CONSULTA

Com o aparelho, as usuárias do Centro Saúde Escola da UEPA poderão realizar o exame logo após a consulta ao ginecologista, ou marcar de acordo com a disponibilidade do posto de saúde. A mamografia é hoje a principal estratégia para o diagnóstico precoce do câncer de mama.

De acordo com dados da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), no ano passado foram realizadas 16.482 mamografias em todo o Pará, o que representa uma média de 1.373 ao mês. Segundo a diretora da Unidade de Referência Materno Infantil e Adolescente (Uremia), Nazaré Falcão, que representou o secretário de Estado de Saúde Pública, Helio Franco, “é muito importante o mamógrafo inaugurado hoje, visto a situação do câncer no Estado. Ainda temos morte de mulheres pelo diagnóstico tardio. Vai ser de suma importância numa instituição de ensino".

Quem deve fazer o exame

O ideal é que mulheres entre 40 e 49 anos façam anualmente o exame clínico das mamas, com médico ou enfermeiro nas Unidades Básicas de Saúde. Caso seja identificada alguma alteração suspeita, o profissional pedirá uma mamografia para confirmação do diagnóstico.

Já entre os 50 e os 69 anos é recomendada a realização de mamografias de rastreamento, a cada dois anos. Mulheres com maior risco de desenvolver câncer de mama, como as que têm histórico familiar, devem iniciar o acompanhamento aos 35 anos.

O câncer de mama é o que mais acomete as mulheres em todo o mundo. Em 2013, esperam-se, para o Brasil, 52.680 casos novos da doença, com risco estimado de 52 casos a cada 100 mil mulheres.

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), órgão do Ministério de Saúde, a cada 10 mulheres diagnosticadas com a doença no país, três morrem. Na Região Norte, é o segundo tumor mais incidente (19/100 mil), ficando atrás do câncer do colo do útero (23/100 mil). O Inca estima 740 novos casos deste tipo de câncer no Pará até o final de 2013, sendo mais de 400 registros só em Belém.

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