sexta-feira, 25 de outubro de 2013

SERRA PELADA: CPMI vai investigar cooperativa

Sob intervenção desde o início do mês, garimpo de Serra Pelada, município de Curionópolis, no Sudeste do Pará, deverá ser alvo de uma Comissão Parlamentar Mista Inquérito (CPMI) federal, para apurar as denúncias que pesam sobre a direção da Coomigasp.  A diretoria da cooperativa é acusada pelo Ministério Público de desviar  recursos pertencentes ao conjunto dos garimpeiros.

O juiz Danilo Alves Fernandes, de Curionópolis, decidiu, nomear como interventor judicial para a Cooperativa dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp),Marcos Alexandre Mendes.De acordo com o processo, a decisão é justificada pela existência de fraudes na formação de dívida da Cooperativa, além de má gestão e desmandos administrativos por parte das diretorias.

A idéia de instalar uma CPMI ganhou força depois que uma comissão de deputados federais do Pará, Maranhão e Amapá se reuniu com integrantes da Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp), na manhã da terça-feira 22. Cerca de 2 mil garimpeiros participaram do encontro e apresentaram as reivindicações da categoria, alegando que não concordam com a divisão dos lucros com a venda do ouro.

 O contrato entre a mineradora Colossus e a antiga diretoria da Coomigasp define que, quando a mina estiver produzindo, os garimpeiros terão direito a 25% dos lucros, e os outros 75% serão da empresa responsável pela exploração do ouro.

O deputado federal Arnaldo Jordy (PPS) disse que  o contrato terá que ser revisado, por ser lesivo aos interesses daqueles que são os verdadeiros titulares do direito de lavra dado pela União, pela Constituição brasileira, desde a década de 70.

A CPMI deverá  investigar onde foram aplicados cerca de R$ 50 milhões repassados para Coomigasp pela mineradora Colossus desde 2007. Segundo o MPE, o dinheiro teria sido repassado a antigos diretores e pessoas sem qualquer ligação com a cooperativa.

Em nota, a mineradora Colossus informou que de 2007 até hoje foram repassados para as contas da Coomigasp cerca de R$ 50 milhões. Quanto ao acordo firmado com a cooperativa referente à divisão dos lucros com a venda do ouro a empresa esclarece que o contrato é legitimo.

A Coomigasp informa que os desvios de recursos citados pelo Ministério Público ocorreram durante a gestão da diretoria passada da cooperativa, e que os referidos diretores foram destituídos pela Justiça do Pará e estão sendo julgados em ação criminal. Segundo a associação, as denúncias não têm nenhuma relação com a atual diretoria da Coomigasp.

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