quinta-feira, 24 de outubro de 2013

PT ainda discute estratégia para 2014, no Pará

O Partido dos Trabalhadores (PT), claro, tem interesse  em retomar o governo do Pará, que deixou escapar, infantilmente,  na eleição passada. Mas está hesitante, sem saber qual o caminho a seguir. Na realidade, há três opções: 1) lançar candidatura própria pura; 2) lançar candidato próprio ao governo, dando a vice-governadoria ao PMDB; e 3) Ser vice na chapa do PMDB, com Helder Barbalho na cabeça.

A insinuada coligação PT-PMDB já não parece tranqüila, como se apresentava, aos olhos incautos, logo que o PMDB rompeu com o governo tucano de Simão Jatene. É que também surgiram defensores de candidatura própria.

Desde então, dois “blocos” se digladiam no interior do partido, tentando conquistar o direito de apontar e presidir a melhor estratégia para 2014.

Um bloco é liderado pela ex-governadora Ana Júlia e o deputado federal Cláudio Puty. O Outro, pelo ex-deputado Paulo Rocha, pré-candidato ao Senado.

O bloco de Paulo Rocha reúne as tendências do antigo campo majoritário,  hoje Construindo Novo Brasil (CNB ), as tendências Unidade na Luta (UL),  a Articulação Socialista (AS) e PT pra Valer. E defende a coligação majoritária com o PMDB, o que põe o PT como coadjuvante no processo.

A AS já defende abertamente o apoio à candidatura do ex-prefeito de Ananindeua Helder Barbalho. E o CNB alardeia que o PT está enfraquecido eleitoralmente e que uma coligação com o PMDB garantiria pelo menos a eleição de Paulo Rocha ao Senado, mas poderia também manter e até mesmo fazer crescer as bancadas estadual e federal.

Essa facção argumenta que o centro da estratégia e tática eleitoral no Pará é a “manutenção da política de aliança nacional do PT com o PMDB”, visando a reeleição de Dilma. 

PODER PELO PODER?

O  fato é que Paulo Rocha trabalha diuturnamente para selar a coligação com o PMDB. Tem a expectativa de sair fortalecido politicamente do processo,  depois do desgaste que sofreu no bojo do Mensalão. Naquela altura, teve que  renunciar ao mandato de deputado e não se sentiu à vontade para brigar pela a vaga de Jader no Senado, quando este foi impedido de tomar posse por quase um ano. Paulo Rocha foi o segundo colocado na disputa, mas a  vaga foi preenchida temporariamente pela  terceira colocada, Marinor Brito (Psol).

Paulo Rocha viu que, com a eleição de Edmilson Rodrigues, hoje no Psol,  para prefeito de Belém, a metade da sua facção migrou para a tendência do prefeito, o mesmo acorrendo quando Ana Júlia foi eleita governadora.  A DS inflou e o Campo Majoritário sentiu o golpe.  Ele sabe que, para manter a “unidade” da sua tendência, tem que evitar que Ana Júlia, por exemplo, volte a ser governadora. A única maneira de se manter “poderoso” seria a aliança com o PMDB logo de saída, mas não com um petista na cabeça de chapa, e sim Helder Barbalho.

Helder ainda patina

Acontece que as pesquisas de intenção de votos não recomendam ao PMDB esse risco. Helder, ex-prefeito do segundo maior colégio eleitoral do Pará, ainda não estaria sendo bem avaliado, a ponto de seu próprio Pai, senador Jader Barbalho, defender a inversão de posições: Helder para vice e um petista, provavelmente, Ana Júlia, para a cabeça da chapa. Paulo Rocha seguiria para o Senado, mas sem a força que pretenderia demonstrar ao costurar a aliança com o PMDB na cabeça.  

Esta engenharia, claro. não parece agradar ao ex-deputado. Por outro lado, Ana Júlia, ressabiada com experiência que teve na antiga aliança com o PMDB, só arriscaria a sua eleição praticamente certa à Câmara dos Deputados, se tiver apoio total de Lula e Dilma. Resta o presidente do PT, João Batista, dar as coordenadas, no encontro estadual.  

Candidatura própria

O segundo bloco, denominado de Mensagem ao Partido,  que é integrado pela DS, Articulação de Esquerda (AE), MPT e coletivos regionais, considera a importância da ação de coligação com os partidos aliados do PT a nível nacional para a reeleição de Dilma, mas faz a critica à posição do CNB e prega a necessidade do PT ter candidatura própria.

Para a A Hora e a Vez da Militância, a reeleição de Dilma é a garantia da manutenção e ampliação das políticas publicas que mudaram o país nesses 10 anos de PT no poder.

2 comentários:

  1. Segundo pesquisa divulgado pelo Bilhetim, Helder está na frente de Jatene.

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