quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Pedral do Lourenço.

Licitação do Pedral do Lourenço

será lançada em Palma e Marabá

na segunda quinzena de novembro

A senadora Kátia Abreu (PSDB-TO)  e o diretor geral do Dnit, Jorge Ernesto Pinto Fraxe, definiram o lançamento do edital de obras de derrocagem do Pedral de Lourenço, no rio Tocantins. A decisão ocorreu em reunião entre a senadora e Fraxe, sem a participação de nenhum parlamentar do Pará.

 Por proposta de Kátia Abreu, o lançamento do edital será feito em Palmas (TO) e em Marabá (PA).

A derrocagem do Pedral do Lourenço é uma das obras fundamentais para a viabilização da hidrovia do Tocantins. Sem a derrocagem, a navegação na hidrovia Tocantins continuará inviável, impedindo, assim, o escoamento da produção agropecuária de importantes regiões produtoras de grãos do País, até o porto de Vila do Conde em Barcarena.

O edital será lançado até a segunda quinzena de novembro. A obra será licitada por meio do Regime Diferenciado de Contratações (RDC), por contratação integrada. Por ser menos burocrático, este modelo tem a vantagem de ser mais rápido em relação aos demais. Mesmo assim, não crível que a obra se inicie em 2014.

As etapas que antecedem o lançamento do edital foram concluídas. Depois de ter detectado alguns pontos críticos, a Marinha emitiu parecer conclusivo liberando a obra, com a importante participação de especialistas das Universidades Federal do Pará e do Paraná.

NOSSA POSIÇÃO

É certo que Tocantins e Mato Grosso vão se beneficiar enormemente com a Hidrovia do Tocantins, pois vão poder exportar sua soja por Barcarena, escapando dos concorridos portos de Santos e Paranagua. O mesmo se pode dizer em relação à BR-163 (Santarém-Cuiabá). Mas, em ambos os casos, o maior beneficiado será o Estado do Pará, pois serão gerados muitos empregos e rendas a partir dessas obras.

Quando se trata da hidrovia, sem dúvida, a Vale é a grande beneficiária e, por isso mesmo, deveria  estar tendo uma participação mais ativa na questão do financiamento. Deveria mesmo bancar toda a obra, como forma de compensar indiretamente, o povo paraense pelos milhões de toneladas de minério que leva daqui praticamente de graça.

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