quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Exploração ilegal de madeira cresce 151% no Pará

Após três anos em queda, a exploração ilegal de madeira no Pará - Estado onde ocorre a maior extração da Amazônia - voltou a subir no ano passado, crescendo 151% de agosto de 2011 a julho de 2012, na comparação com o período anterior. É o que mostra um levantamento do instituto de pesquisas Imazon.

Apesar de não configurar como desmatamento, essa retirada selecionada de árvores é o primeiro passo do processo de degradação que pode levar ao corte raso, daí a preocupação com o seu crescimento. Os pesquisadores observaram que, do total de 157.239 hectares de florestas exploradas, a maioria (78%) não tinha autorização.

O levantamento foi feito com base na comparação de informações das Autorizações para Exploração Florestal (Autefs) - documentos emitidos pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Pará que regularizam a extração de modo controlado - e de imagens de satélite. O cruzamento mostrou que somente 34.902 hectares tinham autorização de retirada.

O aumento, segundo o estudo, ocorreu principalmente nas regiões do Rio Marajó e no baixo Amazonas (mais informações nesta página), mas também em áreas de assentamento de reforma agrária e em unidades de conservação, como as Florestas Nacionais (Flona) de Itaituba II, Trairão e Jamaxin.

Algumas delas, como a Flona de Altamira, estão em processo de concessão florestal. “Um dos motivos para o aumento pode ter sido a liberação acima da média de Autefs em 2010”, opina o engenheiro florestal André Monteiro, que liderou a pesquisa.

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